Da redação
O Fórum Econômico Mundial (FEM) anunciou nesta quinta-feira (5) que realizará uma revisão independente sobre as interações de seu presidente e CEO, Borge Brende, com Jeffrey Epstein, criminoso sexual condenado que morreu em 2019. O escândalo veio à tona após a divulgação de milhões de documentos do Departamento de Justiça dos EUA, nos quais Brende foi mencionado mais de 60 vezes. No entanto, tal menção não implica, por si só, em qualquer irregularidade, segundo o próprio Fórum.
Brende, ex-ministro das Relações Exteriores da Noruega, comanda o FEM desde 2017, liderando a organização cúpula anual de Davos, que reúne líderes e empresários globais. O FEM esclareceu que a apuração vai examinar a participação de Brende em três jantares de negócios com Epstein, além de comunicações por e-mail e mensagens de texto subsequentes.
“Ao esclarecer as recentes revelações, o conselho de direção solicitou ao Comitê de Auditoria e Riscos que investigasse o assunto, decisão que resultou na abertura de uma revisão independente”, informou o Fórum, que tem sede em Genebra. Brende continuará em suas funções durante o processo, mas não participará da investigação.
Em comunicado, Brende declarou que resolveu comparecer a um jantar em Nova York, em 2018, a convite de Terje Rod-Larsen, ex-vice-primeiro-ministro norueguês, junto com outros líderes e “alguém apresentado como um investidor americano, Jeffrey Epstein”. Brende afirmou que desconhecia completamente o passado e as atividades criminosas de Epstein, e lamentou não ter investigado o histórico do empresário na ocasião.
Jeffrey Epstein se declarou culpado de prostituição infantil em 2008, cumpriu 13 meses de uma sentença de 18 meses, e posteriormente foi acusado de tráfico sexual, cometendo suicídio na prisão em 2019.




