Da redação
A França registrou uma das mais intensas jornadas de violência em anos, após protestos contra a alta dos preços e a piora dos serviços públicos resultarem em um manifestante morto, centenas de policiais feridos e quase 1.800 detidos em diversas cidades, segundo o Ministério do Interior.
Manifestações realizadas em todo o país evoluíram para confrontos, vandalismo e saques, com uma prefeitura incendiada, lojas depredadas e prédios pichados. Em Paris, a polícia efetuou 855 prisões. Mais de 500 agentes ficaram feridos durante os tumultos, conforme o ministro do Interior, Laurent Núñez. O movimento reuniu mais de 500 mil pessoas, de acordo com a pasta.
O presidente Emmanuel Macron fará um pronunciamento à nação às 20h deste domingo (15h no horário de Brasília), segundo seu gabinete. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, responsabilizou a imigração pela onda de violência e, em publicação na rede Truth Social, afirmou: “A França está em chamas! A imigração de pessoas de um mundo completamente diferente, pessoas com ódio no coração, destruiu aquele país que um dia foi grande”.
Prefeitos afetados relataram os prejuízos. Guillaume Guerin, de Limoges, afirmou que havia “uma intenção clara e premeditada de incendiar a prefeitura” e ameaçou renunciar caso não haja recursos para a reconstrução. Em Bordeaux, Thomas Cazenave informou que cem lojas foram saqueadas; já Benoît Payan, de Marselha, anunciou ajuda emergencial a comerciantes. O presidente-executivo do Carrefour, Alexandre Bompard, relatou danos em cinquenta lojas, sendo vinte saqueadas, com prejuízo de dezenas de milhões de euros.




