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Governadores aceleram privatizações para ajustar fiscos e enfrentar Lula em 2026

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Da redação do Conectado ao Poder

Gestores estaduais adoptam medidas de austeridade e ajustes fiscais em preparação para as eleições de 2026, focando na oposição ao governo atual.

Governadores de vários estados brasileiros, incluindo São Paulo, Minas Gerais e Goiás, estão acelerando processos de privatizações para realizar um ajuste fiscal necessário e assim melhorar as contas públicas em meio à instabilidade econômica. Esses gestores, em sua maioria de partidos de direita e centro-direita, estão fazendo frente ao discurso apoiado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que busca a reeleição em 2026.

A medida visa conseguir mais receitas sem a necessidade de aumentar impostos, uma estratégia que ganha força entre os líderes políticos que planejam concorrer à presidência. Em entrevistas, os governadores argumentam a favor da venda de estatais como uma forma de gerar recursos e promover a austeridade nas contas estaduais.

Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, comenta que “reduzimos desperdícios e ampliamos nossa capacidade de investimento, sem aumentar impostos”. Ele destaca privatizações significativas, como a da Companhia de Saneamento Básico (Sabesp), que arrecadou R$ 14,7 bilhões, e a da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae), por R$ 1,04 bilhão. Essas ações são vistas como centrais para aliviar a pressão fiscal no estado, que ainda se depara com uma dívida ativa de R$ 292,9 bilhões.

No estado de Minas Gerais, o governador Romeu Zema também adotou medidas de enxugamento e reestruturação. Ele informa que “reduzimos o número de secretarias de 21 para 14”, e além disso, foram anunciados superávits após um histórico de déficits. As privatizações também estão na pauta, e o governo ainda espera implementar medidas que permitam um controle fiscal mais eficiente.

Por outro lado, o governador Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, promoveu um pacote de privatizações, resultando em R$ 46 bilhões em investimentos projetados. Ele enfatiza a importância de cortar gastos e diversificar fontes de receita, uma prática que, segundo ele, vai melhorar a saúde financeira do estado no longo prazo.

Governadores como Ratinho Jr. do Paraná e Ronaldo Caiado de Goiás seguem a mesma linha de ação, buscando simplificar processos de gestão fiscal e privatizar estatais, a fim de aumentar a eficiência pública e o controle das despesas.

Essa movimentação não ocorre sem críticas. Especialistas questionam se a privatização é a solução ideal, especialmente em regiões com altos níveis de endividamento e desafios econômicos complexos. As reformas são vistas por alguns analistas como respostas a uma necessidade imediata de recursos, mas também podem refletir um movimento político em direção a um posicionamento conservador e liberal no debate fiscal.