Da redação
O governo federal anunciou nesta quarta-feira (9) a ampliação das medidas para conter o aumento dos combustíveis no Brasil, após a alta internacional do petróleo. Segundo o Executivo, foi reduzido em R$ 0,63 por litro o valor dos tributos sobre a gasolina, além de autorizada subvenção inicial de R$ 1 por litro de diesel.
As ações foram formalizadas via decreto e medida provisória, que substituem e ampliam a política de subsídios anterior. A diminuição dos impostos sobre gasolina e etanol valerá de 10 de setembro a 5 de outubro, enquanto a subvenção ao diesel é ajustável conforme o mercado. Para o etanol hidratado, as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins foram zeradas, equivalente a desconto de R$ 0,19 por litro.
De acordo com o governo, o objetivo é atenuar temporariamente o impacto da volatilidade no mercado internacional de petróleo, especialmente após o Brent superar US$ 100 por barril e diante de conflitos no Oriente Médio. Outro fator citado é o risco logístico no Estreito de Ormuz, por onde circula parcela expressiva do petróleo mundial. Mais de 25% do diesel consumido no mercado brasileiro é importado.
Para viabilizar as medidas, foi aberto crédito extraordinário de R$ 6,6 bilhões, conforme a Medida Provisória 1.389. Desse total, R$ 5,607 bilhões serão destinados à subvenção do diesel, e R$ 998 milhões para derivados de petróleo. Dados do portal GlobalPetrolPrices.com indicam que de fevereiro a setembro de 2026, a gasolina subiu 3,3% no Brasil, frente à média mundial de 20,8%. No diesel, o aumento nacional foi de 7,3% ante 30% globalmente.





