Da redação
O governo federal informou que pediu o bloqueio de 13.241 sites considerados ilegais de apostas desde 25 de setembro, quando a prática foi proibida no país. Também foram solicitadas remoções de milhares de páginas e perfis em redes sociais. No primeiro dia após o encerramento das atividades dos sites autorizados, R$ 1,325 bilhão permaneciam aguardando devolução a cerca de 26,5 milhões de apostadores.
De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a medida representa “uma mudança importante”, já que, segundo ele, entre R$ 600 milhões e R$ 650 milhões por dia migravam da poupança popular para apostas. Dos 188 sites autorizados a operar até segunda-feira (5), apenas um permanecia em funcionamento no dia seguinte, e o ministério informou já ter solicitado o bloqueio dessa plataforma. O governo também pediu a retirada de conteúdos em diversas plataformas digitais, atingindo mais de 17 milhões de usuários, segundo Durigan.
O prazo para retirada voluntária dos valores terminou às 23h59 de segunda-feira (5). Agora, as empresas precisam informar às instituições financeiras os saldos remanescentes de cada usuário, identificados pelo CPF, e a conta bancária utilizada para depósitos. Dados oficiais mostram ainda que 86,2 milhões de contas mantêm saldos entre R$ 0,01 e R$ 0,99, somando R$ 15,5 milhões no total; o número de contas é superior ao de apostadores porque uma pessoa pode se cadastrar em várias plataformas.
Apesar do grande número de contas, a maior parte dos recursos está concentrada em uma minoria: cerca de 1% dos apostadores, aproximadamente 200 mil pessoas, detêm 80% do saldo pendente, enquanto 3,4% concentram 90% dos valores. O governo afirma que investigará cerca de 40 contas com saldos acima de R$ 500 mil ou R$ 1 milhão, para apurar possíveis casos de lavagem de dinheiro e ligações com organizações criminosas.




