Da redação
O governo federal anunciou nesta segunda-feira, 22, durante evento no Rio de Janeiro, que a Nova Indústria Brasil (NIB) receberá um aporte adicional de R$ 140 bilhões até o fim de 2024. O objetivo é fortalecer a indústria nacional, elevando o total de investimentos do programa para R$ 750 bilhões desde 2023.
Do novo valor, R$ 102,5 bilhões virão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), enquanto a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, contribuirá com R$ 37,5 bilhões. Os recursos se destinam a setores considerados estratégicos pelo governo.
As áreas contempladas incluem fertilizantes, máquinas agrícolas, insumos farmacêuticos ativos, biofármacos, terapias avançadas, mobilidade sustentável, inteligência artificial, audiovisual, minerais críticos e tecnologias de aplicações civis e militares. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou: “Estamos renovando, relançando a indústria, que voltou a ser o principal setor de financiamento do BNDES.”
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que, apesar da significativa participação do BNDES, o setor privado é o principal investidor em quatro das seis missões estratégicas da NIB. Também foi lançado o Portal Investe Indústria Brasil, destinado a registrar intenções de investimento e identificar obstáculos de empresas dos setores prioritários.
Durante o evento, BNDES e Petrobras anunciaram parceria voltada à pesquisa e inovação em minerais críticos destinados à transição energética e ao setor de óleo e gás, com a presidente da estatal, Magda Chambriard, indicando interesse em integrar a cadeia global de fornecimento desses minerais.
Na mesma cerimônia, foram divulgadas as vencedoras do primeiro leilão do ProFloresta+, que visa compra de créditos de carbono gerados na Amazônia. O leilão deve mobilizar R$ 450 milhões, apoiar o plantio de 25 milhões de árvores e gerar 6,3 mil empregos verdes. Também foi anunciado financiamento de R$ 340 milhões para a Tembici adquirir até 85 mil bicicletas elétricas destinadas a entregadores de plataformas digitais.





