Governo inicia articulação para reunir Bolsonaro e líderes partidários

A ideia é mudar o discurso e tentar colocar uma pedra em cima das polêmicas na última semana

(foto: JACK GUEZ)

A articulação política do Palácio do Planalto articula uma reunião entre o presidente Jair Bolsonaro e líderes partidários após o retorno dele ao Brasil. A ideia é mudar o discurso e tentar colocar uma pedra em cima das polêmicas na última semana, quando Bolsonaro disse que alguns parlamentares não querem “largar” a “velha” política.

A nova aproximação vem sendo costurada entre o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), e o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Ambos se reuniram na tarde desta segunda-feira (1º/4) para debater a melhor forma de abordagem e o convite a ser feito aos líderes.

A forma de aproximação, explica Vitor Hugo, é reconhecer a importância dos partidos. “E das lideranças, através de seus presidentes e dos líderes”, destacou.

O líder nega, no entanto, que alguma vez o governo quis dialogar com frentes temáticas, como as bancadas evangélica e da agricultura. “Nunca foi intenção do governo. houve intenção de trabalhar e articular dentro do Congresso com os partidos e vai ficar claro isso. Já foi feito isso no Alvorada, em um primeiro café com líderes, e, agora, (faremos) com os presidentes. Vamos fazendo a aproximação real”, disse.

A busca por apoio de frentes temáticas, entretanto, de fato existiu. Ainda no período de transição, quando Bolsonaro e equipe despachavam no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), o governo adotou uma articulação com as frentes parlamentares temáticas para costurar apoio e formação do primeiro esboço do governo.

Ainda em dezembro do ano passado ele revisou a estratégia e passou a conversar com as bancadas partidárias.O governo acredita que é possível manter uma interlocução com todos os partidos que não se declararam de oposição.

Nos cálculos do Planalto, a estimativa é de que 141 deputados representados por oito partidos não votarão de jeito algum com a agenda de reformas do governo. “A partir daí, todos podem, potencialmente, ser da base (governista)”, declarou Vitor Hugo. 

Fonte: Correio Braziliense

 

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