Da redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva só deve se encontrar informalmente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o G7, na França, segundo integrantes do governo brasileiro. Não está previsto um encontro formal entre os líderes no evento, marcado para meados de junho, pois não há solicitação de nenhum dos lados.
De acordo com conselheiros do presidente, até sexta-feira, 12, não houve pedido do Palácio do Planalto ou da Casa Branca para agendar uma nova reunião. O governo brasileiro acredita que não há espaço na reunião do G7 para discutir questões sensíveis da agenda bilateral, como a classificação do PCC e CV como terroristas ou as propostas de aumento tarifário.
Integrantes do governo descartam a possibilidade de Trump reconsiderar as decisões sobre facções, ou alterar os rumos das tarifas, após um eventual encontro casual. Um conselheiro afirmou que Lula não pode agora “suplicar” por revisão na designação das facções e que as negociações técnicas continuam normalmente.
O prazo para negociações comerciais, definido pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), vai até 15 de julho. A expectativa no Planalto é que qualquer eventual abordagem de Trump fique restrita à manifestação de aguardar o término das tratativas técnicas. Uma reunião ministerial sobre tarifas está prevista entre Márcio Elias Rosa (Mdic) e o embaixador Jamieson Greer.
Lula deve chegar à França somente na tarde do dia 15, enquanto a estimativa é que Trump desembarque à noite. Possíveis contatos entre os presidentes devem ocorrer apenas em ambientes comuns do evento, a exemplo de situações informais, e não como reuniões bilaterais estruturadas, como as realizadas anteriormente em Washington ou Kuala Lumpur.
O presidente brasileiro realizará encontros bilaterais com Emmanuel Macron (França), Sanae Takaichi (Japão) e pode conversar com líderes do Canadá e União Europeia. As prioridades incluem negociações sobre exportações e acordos comerciais Mercosul-Japão e Mercosul-Canadá. Lula também participará de debates e fará discursos com foco em comércio internacional e reforma das instituições globais.





