Da redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu acionar a Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos após o aumento de tarifas de até 37,5% sobre produtos brasileiros. A medida é avaliada com cautela por integrantes do governo, empresários e entidades do setor privado.
Segundo representantes do Palácio do Planalto e da equipe econômica, setores moderados da gestão defendem que o tema seja tratado com responsabilidade e sem pressa. Uma ala mais radical do PT pressiona pela adoção de tarifas elevadas sobre produtos norte-americanos, mas não há consenso interno.
De acordo com auxiliares de Lula, um eventual tarifaço brasileiro sobre bens dos Estados Unidos, grandes empresas de tecnologia e plataformas de streaming poderia abrir espaço para que Donald Trump amplie sanções contra o Brasil. Outras ações previstas na Lei da Reciprocidade, como a quebra de patentes, também são consideradas pelo governo.
Ainda conforme relatos de auxiliares do presidente, o início dos trâmites para acionar a Lei da Reciprocidade tem, sobretudo, caráter político, inclusive sob o aspecto eleitoral, visando manter a base de eleitores mobilizada, sem indicar um confronto efetivo com os Estados Unidos.





