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Governo Lula lança programa com juros subsidiados para taxistas e motoristas de aplicativo

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Da redação

O governo federal anunciou nesta semana o Programa Move Brasil Táxi e Aplicativos, que busca facilitar a compra de veículos novos por taxistas e motoristas de aplicativo. Lançada a cinco meses das eleições, a medida oferece juros subsidiados, prazo de até seis anos e carência de seis meses para o início do pagamento.

De acordo com o Executivo, o programa permitirá a aquisição de carros de até R$ 150 mil e poderá atender de 1,2 milhão a 1,4 milhão de motoristas. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, informou que as taxas de juros serão de 12,6% ao ano para homens e 11,5% para mulheres, valores inferiores aos praticados atualmente no mercado.

Segundo a exposição de motivos, a iniciativa busca “mitigar os impactos econômicos causados pela continuidade dos conflitos no Oriente Médio” e “promover a renovação de frota com o uso de fonte de energia mais sustentável”. O Executivo já havia lançado, em maio, medida semelhante voltada ao financiamento de caminhões, ônibus e implementos rodoviários, com orçamento de R$ 21,2 bilhões.

O programa também conta com o respaldo do Programa Emergencial de Acesso a Crédito do Fundo Garantidor para Investimentos (Peac-FGI), que cobre eventuais inadimplências. Montadoras destacaram o impacto positivo da medida, apesar de repercutirem o desejo de restrições à importação de veículos, cuja participação no mercado doméstico tem crescido.

O Banco Central, por sua vez, tem demonstrado preocupação diante do aumento do crédito subsidiado e das incertezas fiscais. O Comitê de Política Monetária (Copom) alertou, em ata recente, que essas ações podem dificultar o controle da inflação e reduzir a efetividade da atual taxa Selic, hoje fixada em 14,5% ao ano.

Autoridades financeiras destacam que, por se tratar de despesa financeira realizada via banco público, a iniciativa não impacta diretamente o novo arcabouço fiscal nem a meta de resultado primário, mas representa uma flexibilização no controle do crédito e das contas públicas. Segundo analistas, a elevação dos juros decorre das despesas governamentais.