Da redação
O governo federal proibiu nesta sexta-feira (24) o funcionamento da Polymarket e de outros 26 sites de apostas preditivas no Brasil, classificados como ilegais. Segundo o governo, a medida visa conter o endividamento da população, especialmente em ano eleitoral, e reforçar a regulamentação do setor de apostas.
Os sites suspensos permitiam apostas em previsões de eventos futuros, como condições climáticas ou data de falecimento de figuras públicas. Conforme apurado, essa modalidade não é aceita pelas regras brasileiras, que autorizam apenas apostas relacionadas a eventos esportivos e jogos de azar em plataformas regulares.
Durante coletiva em Brasília, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou: “Os mercados de predição não são legais, não são regulares no Brasil”. Ele destacou que a legislação atual foi impulsionada em 2023 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contemplando apenas 85 empresas autorizadas a operar no país.
Ainda segundo Durigan, Lula está atento ao aumento do endividamento devido ao acesso facilitado a apostas: “Segue muito preocupado com a situação das pessoas se endividando, das pessoas entrando no jogo das bets”. Ele complementou que isso “pode corroer, sejam as finanças pessoais, seja a própria coesão social”.
A Polymarket, plataforma que permite negociações sobre resultados eleitorais e ataques militares, já havia sido bloqueada anteriormente em países como Argentina, França, Itália e Alemanha. Entre seus conselheiros estão Donald Trump Jr. e o investidor Peter Thiel, aliado do ex-presidente dos Estados Unidos.
O governo brasileiro emitiu resolução detalhando a proibição dessas operações e prometeu reforçar a fiscalização. O ministro também afirmou avaliar novas medidas para o setor. Pesquisas recentes apontam rejeição crescente ao governo Lula, cujo principal adversário deve ser o senador Flávio Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.





