Da redação
A extensão total da Grande Muralha da China alcança 21.196,18 quilômetros, conforme levantamento nacional divulgado pelas autoridades chinesas, que considerou paredes, trincheiras e outros elementos defensivos erguidos em diferentes períodos e regiões. A estrutura utiliza trechos de pedra, terra, tijolos, torres, fossos e obstáculos naturais para proteger rotas estratégicas.
Segundo pesquisadores, sua configuração é resultado de sucessivas ampliações e incorporações de fortificações locais, formando uma rede defensiva complexa em vez de um muro contínuo e único, como geralmente sugerem as imagens populares. O processo de medição da muralha envolveu levantamento topográfico, análise de documentos históricos, imagens aéreas e tecnologias de sensoriamento, devido ao desaparecimento ou soterramento de diversos segmentos.
Os materiais utilizados variam conforme a região: enquanto trechos nas montanhas aproveitam pedras extraídas do entorno, as áreas ocidentais recorreram a camadas compactadas de terra, areia, cascalho, fibras vegetais e galhos, especialmente nos trechos ligados à dinastia Ming, entre os séculos XIV e XVII. A variação se deve também à disponibilidade de recursos e aos recursos tecnológicos do período.
A construção começou antes da unificação da China, com muros de defesa erguidos por reinos rivais. Por volta de 220 a.C., sob Qin Shi Huang, as fortificações foram ligadas, dando origem a um sistema defensivo maior. Em 1987, a muralha foi incluída na lista do Patrimônio Mundial da Unesco, que a reconhece como a maior estrutura militar do mundo.





