Da redação
Estudo da Universidade de Brasília analisou 730 adultos que praticavam treinamento resistido em quatro academias de Brasília. Segundo a pesquisa, 79,7% dos participantes relataram lesões musculoesqueléticas nos doze meses anteriores ao levantamento, enquanto 42% mencionaram episódios de dor. As áreas mais afetadas foram ombro (31,1%), coluna lombossacral (29,1%) e joelho (14,9%).
O ortopedista Lúcio Gusmão, fundador do Centro Avançado de Dor e Especialidades, afirma que a musculação, quando realizada corretamente, não deve ser considerada perigosa. Ele explica que as lesões musculoesqueléticas decorrem de múltiplos fatores, como sobrecarga, recuperação inadequada, condicionamento físico insuficiente, uso reiterado de cargas elevadas e falhas na técnica. “Não devemos temer a carga; devemos respeitar a progressão”, afirma Gusmão.
A especialista em Educação Física Amila Wandekoken ressalta a importância da postura, respiração e cadência na execução dos exercícios. Ela destaca sinais de alerta como dor articular, compensação excessiva e descontrole do movimento. Segundo Amila, o agachamento é um dos movimentos com maior incidência de erros, principalmente devido ao desalinhamento dos joelhos e à inclinação inadequada do tronco.
Para garantir segurança, ela recomenda manter a coluna neutra, abdômen contraído e pés firmes no solo. O acompanhamento por profissional de Educação Física é fundamental para adequada seleção dos exercícios, das cargas e da progressão, além de identificar ajustes posturais necessários. Esforço e tensão muscular são normais durante o treino, mas dor súbita, intensa ou persistente deve ser investigada. Gusmão orienta que dor não deve ser usada como parâmetro de qualidade do exercício, recomendando respeitar sempre a capacidade de recuperação individual.





