Da redação do Conectado ao Poder
O governador do Distrito Federal atribui a paralisação à proximidade das eleições do sindicato e critica a utilização de mães e educadores no movimento.

A greve dos professores no Distrito Federal, marcada para começar na próxima segunda-feira, 2 de junho, foi classificada pelo governador Ibaneis Rocha como “política”. Durante uma entrevista ao Correio, Ibaneis afirmou que a mobilização dos docentes é influenciada pelas eleições do sindicato que ocorrerão nesta semana.
O governador expressou sua insatisfação, alegando que “professores e famílias estão sendo usados pela atual diretoria do sindicato”. Ele também ressaltou que o governo ainda está cumprindo acordos financeiros anteriores, referências a uma greve de 2023 que durou 22 dias. Naquela ocasião, compromissos foram firmados, incluindo a incorporação de gratificações em parcelas ao longo do tempo.
A assembleia que decidiu pela greve ocorreu na manhã de terça-feira, 27 de maio. Após a votação, os professores marcharam do Eixo Cultural Iberoamericano até o Palácio do Buriti, realizando um ato simbólico para notificar o governador sobre a decisão.
De acordo com Ibaneis, a decisão de paralisar as atividades não é justificável, considerando que o governo está ainda atendendo a demandas da última greve. O governador criticou o momento escolhido para a paralisação, sugerindo que a mobilização está mais ligada às disputas internas do sindicato do que a reais necessidades da categoria de professores.
Os docentes, por sua vez, sustentam suas reivindicações e buscam maior atenção para suas necessidades, o que intensificou as tensões entre o governo e a classe. O desfecho desta situação deverá afetar não apenas a rotina escolar, mas também o diálogo entre a categoria e o governo na busca por melhores condições de trabalho e ensino.




