Grupo de Trabalho para aperfeiçoamento do transporte do Entorno do DF visita modelo de Curitiba

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GT coleta dados em Curitiba para debater melhorias no transporte semiurbano entre Brasília e cidades goianas do Entorno. Esta é a segunda visita técnica do GT neste ano, a primeira foi à Região Metropolitana de Goiânia

Nos dias 27 e 28 de maio, integrantes do Grupo de Trabalho (GT) do Transporte do Entorno do DF realizaram uma visita técnica a Curitiba, capital do Paraná, para conhecer o sistema de mobilidade urbana da região metropolitana. A secretária de Estado do Entorno do Distrito Federal de Goiás (SEDF-GO), Caroline Fleury, ressaltou a importância de conhecer de perto esse modelo, reconhecido internacionalmente pela eficiência e qualidade do serviço prestado à população.

“Estamos no caminho certo, defendemos desde o início a integração e a governança compartilhada entre Goiás, DF e União como a base para qualquer transformação. Seja no modelo implantado pelo governo de Goiás na Grande Goiânia, seja em Curitiba, o sucesso do sistema passa pela integração e cooperação,” avaliou a secretária.

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Instituído em fevereiro deste ano pelo Ministério dos Transportes (MT) por meio da Portaria 129, o Grupo de Trabalho tem como objetivo conhecer experiências e coletar dados para reformular o transporte semiurbano de passageiros entre o Distrito Federal e o Entorno, com previsão de governança compartilhada entre DF, Goiás e União. Participam do GT representantes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), do MT, da empresa pública Infra S.A., e dos governos de Goiás e do DF. O prazo para apresentação do relatório é de seis meses a partir da criação, prorrogável por mais três.

A comitiva, composta por 15 pessoas, incluiu o coordenador Anderson Santos Bellas (Ministério dos Transportes), a secretária de Estado Caroline Fleury (SEDF-GO), Anderson Poubel (ANTT), Rone Barbosa (Infra S.A.) e José Bahia Neto (SEMOB-DF), integrantes fixos do Grupo de Trabalho. Além desses, enviaram representantes a Secretaria-Geral de Governo do Estado de Goiás (SGG-GO) e as secretarias de Ciência e Tecnologia do DF e da Economia do DF.

Durante a visita eles conheceram o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC), órgão que direciona o planejamento urbano da cidade nas diversas áreas, incluindo mobilidade. O diretor Cléver Almeida apresentou o novo modelo de concessão de transporte, eletromobilidade e inovação. “Esse encontro de representantes de diferentes órgãos e entes federados à mesma mesa para dialogar e aprender é um grande passo para construir as soluções para um sistema eficiente”, enfatizou Almeida.

O grupo também visitou a sede da URBS – Urbanização de Curitiba S.A., empresa que gerencia o sistema na capital paranaense, e conheceram empresas de transporte do sistema urbano. Além disso, visitaram os terminais de Pinhais (PPP) e o novo Terminal São Roque (Piraquara), que integram o sistema semiurbano de transporte.

LIÇÕES COMPARTILHADAS

O Grupo já havia visitado o modelo de mobilidade da Região Metropolitana de Goiânia, denominada Rede Metropolitana de Transportes Coletivos (RMTC), no projeto de governança liderado pelo secretário da SGG-GO, Adriano da Rocha Lima. A preparação da visita técnica foi mediada pelo superintendente do Entorno do DF, da Subsecretaria de Políticas para Cidades e Transporte da SGG-GO, Fernando de Melo e Silva. O engenheiro liderou a preparação de um projeto de melhoria do BRT de Curitiba, financiado por banco multilateral de desenvolvimento, antes de atuar em Goiás.

“O modelo de Curitiba traz vários aspectos que podem ser aproveitados em um projeto para o Entorno do DF. Em parceria com os secretários Adriano da Rocha Lima e Caroline Fleury, buscamos trazer essas experiências para aplicar na construção do nosso modelo de governança,” frisou Fernando de Melo e Silva. Entre as contribuições destacam-se:

  • Pontos de integração das linhas de ônibus operando em outras áreas e/ou municípios para a integração do transporte na Região Metropolitana do Entorno.
  • A operação de diferentes linhas de ônibus no mesmo corredor, como uma linha expressa, semi-expressa e paradora (pinga-pinga), para dar mais opções de viagens aos passageiros.
  • Melhores paradas (pontos) de ônibus, para dar mais segurança, conforto e proteção aos passageiros.
  • Adequação da frota de ônibus aos padrões exigidos por contrato. Idade da frota alinhado à qualidade do serviço prestado.

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