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Grupo investigado por morte de menina de 13 anos migrou transmissão entre plataformas


Da redação

Segundo a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, integrantes do grupo investigado na Operação Lívia migraram a transmissão da morte de uma adolescente de 13 anos entre plataformas na madrugada de 22 de julho, passando por Discord e Instagram, conforme canais eram encerrados. A delegada Anne Karine Trevizan afirmou que seis adolescentes apreendidos nesta nova fase podem responder por atos infracionais análogos a homicídio qualificado e organização criminosa.

A morte, induzida a suicídio, levou à repercussão nacional e a medidas contra o Discord, incluindo suspensão de transmissões ao vivo e uma ação do governo que pede R$ 500 milhões por danos morais coletivos. De acordo com a investigação, o grupo utilizava perfis falsos em redes sociais para se aproximar de jovens vulneráveis, obter informações pessoais e praticar ameaças e chantagens. Perícia apontou que a vítima era ameaçada de forma sistemática e incitada a se automutilar.

Os dispositivos eletrônicos apreendidos indicam que outras adolescentes podem ter sido vítimas do mesmo grupo, conforme a Polícia Civil, que ainda realiza perícia para identificar novas vítimas e possíveis integrantes. Segundo a corporação, “os adolescentes estão sob custódia à disposição da Justiça, que analisará a aplicação de internação provisória pelo prazo máximo de 45 dias, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente”.

A Operação Lívia já soma 12 pessoas apreendidas ou presas, sendo seis adolescentes entre 13 e 17 anos na etapa mais recente, além de cinco jovens e um adulto na primeira fase. O Ciberlab, do Ministério da Justiça, notificou as plataformas Zangi, Telegram, Discord e Instagram. O adulto detido responde por suspeita de homicídio qualificado, organização criminosa e maus-tratos contra animais.