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Grupos de direita e esquerda disputam espaço na Avenida Paulista no Dia do Trabalhador


Da redação

Um grupo conservador ocupou uma faixa da Avenida Paulista, na manhã desta sexta-feira, 1º de maio, com o objetivo declarado de impedir sindicatos e movimentos de esquerda de utilizarem o local durante as celebrações do Dia do Trabalhador, em São Paulo.

A manifestação foi organizada pelo empresário Mario Malta e reuniu aproximadamente 100 pessoas em frente à sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Segundo participantes, o ato visava “garantir o espaço” da avenida para grupos alinhados à direita, em contraposição a eventos promovidos por organizações sindicais e grupos de esquerda.

Durante o protesto, membros do grupo exibiram faixas, entoaram palavras de ordem e defenderam pautas conservadoras. Eles também afirmaram que desejavam, com a presença no local, evitar confrontos diretos ou tumultos com outros movimentos ao longo do dia.

Diversos sindicatos, movimentos sociais e representantes de partidos de esquerda também planejaram atos para esta data, tradicionalmente marcada por discursos em defesa de direitos trabalhistas e reivindicações de melhores condições de trabalho. Conforme apurado, havia expectativa de que os grupos ocupassem outros trechos da Paulista nas horas seguintes.

A Polícia Militar acompanhou a movimentação para monitorar as atividades e evitar confrontos entre manifestantes com pautas opostas. Até o início da tarde, não foram registradas ocorrências graves ou relatos de incidentes relevantes, segundo informações das autoridades locais.

O Dia do Trabalhador, celebrado em 1º de maio, é tradicionalmente marcado por manifestações de diferentes grupos políticos e entidades, especialmente na Avenida Paulista, um dos principais palcos de mobilização popular em São Paulo. O local também abriga grandes sedes corporativas e frequentemente recebe atos de relevância nacional.