Da redação
O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou drasticamente para baixo suas previsões de crescimento econômico para 2026 no Oriente Médio e Norte da África. O novo relatório Perspectivas da Economia Mundial, divulgado nesta terça-feira (14), prevê alta de apenas 1,1% para a região, impacto atribuído à guerra que afetou exportações de gás e petróleo do Golfo. O percentual representa recuo significativo em relação à estimativa de janeiro, que era de 3,9%.
Segundo o FMI, Irã, Iraque e Catar serão especialmente atingidos pelos efeitos do conflito. O documento ressalta a expectativa de recuperação econômica em 2025, com crescimento na região projetado em 3,2%, à medida que produção e transporte de energia forem se normalizando nos próximos meses.
A guerra no Oriente Médio gerou danos à infraestrutura de produção e levou ao fechamento do Estreito de Ormuz, via responsável por 20% das exportações mundiais de hidrocarbonetos antes do conflito, conforme detalha o relatório do FMI.
O impacto econômico é considerado “mais pronunciado para Bahrein, Irã, Iraque, Kuwait e Catar, e menos significativo para Omã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos”. O dano depende do grau de destruição das infraestruturas, da dependência do Estreito e das opções de rotas alternativas de exportação.
Os países importadores também sentem os efeitos, especialmente devido à alta no preço da energia e de matérias-primas. O FMI destaca o Egito, cuja previsão de crescimento foi reduzida em 0,5 ponto percentual, para 4,2%.






