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Guterres alerta: 6 em cada 7 assassinatos de jornalistas ficam impunes

Guterres alerta: 6 em cada 7 assassinatos de jornalistas ficam impunes

Da redação

António Guterres, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), alertou em mensagem pelo Dia Internacional para Acabar com a Impunidade dos Crimes contra Jornalistas, celebrado em 2 de novembro, que profissionais da imprensa pagam preço exorbitante por dizer a verdade em todo o mundo.

Guterres destacou que jornalistas mantêm o público informado e responsabilizam quem detém o poder. Ainda assim, são assediados, vigiados, processados, agredidos, presos e, às vezes, torturados ou mortos por exercer a profissão. Ao longo do último ano, pelo menos 34 morreram.

Seis em cada sete assassinatos ficam impunes; em conflitos, a taxa se aproxima de 100%. Guterres chamou isso de “afronta hedionda às vítimas e seus entes queridos” e defendeu investigações, punição dos responsáveis e o fim das agressões online.

Entre 2023 e 2024, 162 jornalistas foram mortos, quase metade em conflitos, ante 38% nos dois anos anteriores. Desde 2006, 85% dos casos seguem sem solução ou foram abandonados. Em 2022, dez jornalistas mulheres foram assassinadas, maior número desde 2017.