Da redação
O Distrito Federal registrou, em fevereiro de 2026, o menor número de homicídios desde o início da série histórica em 1977. Foram apenas cinco ocorrências, uma redução de 76,2% em relação aos 21 casos registrados em fevereiro do ano anterior. No primeiro bimestre, os homicídios caíram 43,2%, somando 21 casos contra 37 no mesmo período de 2025, reforçando a tendência de queda nos crimes violentos letais intencionais na região.
Segundo o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, os resultados refletem o fortalecimento das políticas de segurança, com integração das forças policiais, uso de tecnologia, análise criminal e capacitação permanente. “Cada vida preservada reforça que estamos no caminho certo, trabalhando de forma estratégica para garantir mais proteção e segurança à população”, afirmou. Avelar também destacou a importância do uso de dados para antecipar ações e direcionar recursos.
Dezoito regiões administrativas, como Gama, Guará, Lago Sul e Paranoá, não tiveram registros de homicídios em fevereiro. Segundo dados oficiais, 43% das ocorrências decorreram de conflitos interpessoais, 62% aconteceram nos fins de semana e 52% resultaram em prisões imediatas. Entre os instrumentos utilizados, 52% dos casos envolveram arma branca e 19%, arma de fogo.
A comandante-geral da PMDF, coronel Ana Paula Habcka, atribui a redução ao maior engajamento operacional, coordenação do policiamento, fiscalização de distribuidoras de bebidas e operações para retirada de armas. Não houve homicídios em bares ou distribuidoras nos dois primeiros meses do ano, reflexo das ações de ordenamento e restrição de horários pelo Governo do DF.
O delegado-geral adjunto da PCDF, Saulo Ribeiro Lopes, destacou o foco nas investigações e operações contra tráfico de drogas e crimes relacionados aos homicídios. A criação da plataforma DF360, que integra dados operacionais e expande o monitoramento em tempo real, além da integração entre PM, PC, Corpo de Bombeiros e Detran, reforça a prioridade do acompanhamento sistemático dos dados, conforme ressaltou o secretário executivo Alexandre Patury.






