Da redação
O Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol) inaugurou nesta quinta-feira, 28 de maio, a Sala Lilás, espaço voltado ao acolhimento de mulheres vítimas de violência, em Goiânia. O objetivo é fortalecer a assistência humanizada e proporcionar mais segurança e privacidade durante o atendimento.
O novo ambiente foi projetado para ofertar privacidade, escuta qualificada e suporte às vítimas durante o atendimento multiprofissional. Segundo informações do hospital, a Sala Lilás também poderá atender crianças e adolescentes em situações de vulnerabilidade, ampliando o alcance da iniciativa na rede pública de saúde do estado.
Durante a inauguração, 168 profissionais do hospital participaram do evento, que contou com equipes assistenciais, multiprofissionais e representantes de setores estratégicos. A ação reafirmou a importância da capacitação constante dos colaboradores para aprimorar a identificação precoce de situações de violência e ampliar o atendimento humanizado no hospital.
A abertura do espaço foi acompanhada de uma palestra ministrada por Lígia da Fonseca Bernardes, coordenadora-geral dos Ciclos de Vida e Violências da Secretaria da Saúde de Goiás. Ela discutiu temas como o fluxo de atendimento, violência de gênero, Lei Maria da Penha, tipos e ciclo da violência, além da identificação de sinais de abuso e vulnerabilidade.
Segundo Lígia, “os profissionais da saúde têm papel essencial na identificação precoce dos sinais de violência e no acolhimento humanizado dessas mulheres”. Ela destacou que “muitas vezes, o hospital é a primeira porta de apoio procurada pela vítima, e estar preparado para esse atendimento pode fazer toda a diferença no rompimento do ciclo da violência”.
Gabriela Vieira, supervisora multiprofissional do Hugol, afirmou que a criação da Sala Lilás representa um avanço importante no cuidado às vítimas em situação de vulnerabilidade. Ela ressaltou que o espaço fortalece o acolhimento humanizado, assegurando segurança, privacidade e assistência emocional, além de contribuir com o encaminhamento adequado das vítimas à rede de proteção.





