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Ibaneis Rocha critica governo Celina Leão e cobra mudanças na gestão do DF

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Da redação

O ex-governador do Distrito Federal e pré-candidato ao Senado, Ibaneis Rocha, criticou publicamente a gestão de Celina Leão em vídeo divulgado nas redes sociais nesta semana. As declarações aprofundaram as tensões entre lideranças da direita local e levantaram dúvidas sobre a coesão do grupo político que comanda o DF nos últimos anos.

Durante o vídeo, Ibaneis afirmou estar decepcionado com os rumos da atual administração. Ele destacou: “Nós apostamos na governadora Celina como um governo de continuidade […]. Infelizmente, ao longo desses últimos dias, nós temos tido muitas decepções”. As falas aumentaram questionamentos sobre possíveis divisões no bloco político.

Apesar do tom crítico, Ibaneis negou rompimento formal do MDB com o governo, mas sinalizou mudança de postura da sigla. “Isso não quer dizer rompimento, mas quer dizer um realinhamento de posições, porque o MDB é um partido grande e nós vamos nos manter como um partido grande”, frisou, indicando intenção de defender as prerrogativas do partido.

O ex-governador também cobrou avanços para Brasília e rejeitou retrocessos. “Brasília era uma cidade destruída pelos governos que se passaram. E eu não vou aceitar, de modo algum, que Brasília volte ao desastre que viveu. Brasília tem que seguir adiante com projetos claros de desenvolvimento, de apoio às ações sociais e de crescimento na busca do emprego e renda”, declarou.

As críticas surgem poucos dias após evento no Palácio do Buriti, quando Wellington Luiz (MDB), presidente da Câmara Legislativa, discursou ao lado de Celina Leão em favor da união governista. O presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, reforçou a intenção do partido de manter protagonismo nas eleições de 2026, defendendo participação em chapa majoritária.

Celina Leão respondeu às críticas divulgando, também em vídeo, que seu governo busca “cuidar das pessoas” e atua “escutando, entendendo as necessidades e agindo para resolver”. As manifestações ocorrem enquanto se intensificam as articulações políticas para as eleições de 2026, elevando a pressão dentro da base da direita e do MDB no Distrito Federal.