Da redação
A bolsa brasileira encerrou a quarta-feira (3) em forte queda e o dólar avançou mais de 1%, em um dia marcado por aversão global ao risco. O movimento ocorreu na B3, em São Paulo, impulsionado pelo aumento das tensões no Oriente Médio e pelas preocupações com tarifas comerciais dos Estados Unidos sobre o Brasil.
O Ibovespa, principal índice da bolsa, recuou 2,22% e fechou aos 170.330 pontos, registrando a maior perda diária desde 7 de maio. Na mínima do pregão, chegou a 170.007 pontos. O patamar atingido representa o menor nível do índice desde 20 de janeiro, acumulando queda semanal de 1,99%.
O desempenho negativo refletiu a busca de investidores por ativos considerados mais seguros e redução da exposição a mercados emergentes. A instabilidade foi intensificada pela queda das bolsas nos Estados Unidos após o agravamento do conflito entre Estados Unidos e Irã, o que interrompeu uma sequência de recordes no mercado acionário norte-americano.
Outro fator observado foi a proposta de novas tarifas comerciais do governo norte-americano contra exportações brasileiras. O Escritório do Representante Comercial dos EUA recomendou uma taxa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros e apresentou nova proposta tarifária ligada ao combate ao trabalho forçado.
No câmbio, o dólar ganhou força e subiu 1,14%, fechando a R$ 5,067, maior valor desde 8 de abril. A moeda chegou a bater R$ 5,09 durante a tarde. O real figurou entre as moedas emergentes com pior desempenho, impactado pela saída de recursos da bolsa e pela postura defensiva antes do feriado de Corpus Christi.
Paralelamente, os preços do petróleo voltaram a subir, diante das incertezas no Oriente Médio e do risco de interrupção no fornecimento global. O Brent fechou em US$ 97,81, alta de 1,89%, enquanto o WTI avançou 2,4%, a US$ 96,02. Em 2026, o Ibovespa acumula alta de 5,71%, enquanto o dólar registra queda de 7,69% frente ao real.







