Da redação
Após cinco dias de negociações em Montreal, governos e representantes da indústria da aviação apoiaram uma implementação global mais rápida do gerenciamento do fluxo de tráfego aéreo, iniciativa da Organização da Aviação Civil Internacional (Icao) para coordenar voos e reduzir congestionamentos.
Juan Carlos Salazar, secretário-geral, comparou a coordenação a semáforos: “se os semáforos funcionarem independentemente, o trânsito vira um caos e há engarrafamentos em todas as esquinas”. Ele defende atrasar decolagens quando aeroportos não puderem receber mais aeronaves.
A integração permite compartilhar dados e ajustar decisões antes do pouso. Para passageiros, promete alertas antecipados sobre atrasos e cancelamentos e recuperação mais rápida. Testes colaborativos nas Américas pouparam mais de 265 mil minutos de voo e mais de US$ 38,9 milhões em 2026.
Brasil e Colômbia já usam sistemas semelhantes, sobretudo em âmbito nacional, que não abrangem voos internacionais que cruzam seus espaços aéreos. A agência reúne 193 Estados-membros e prevê 12,4 bilhões de passageiros aéreos até 2050; novas regras para gestão de fluxos estão previstas para novembro de 2030.



