Início Mundo Igualdade de gênero impulsiona economia global, segundo relatório do Pnud

Igualdade de gênero impulsiona economia global, segundo relatório do Pnud


Da redação

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) lançou oficialmente sua nova Estratégia de Igualdade de Gênero nesta semana, em meio ao aumento da militarização, crises fiscais e emergências climáticas globais. O evento, conduzido por Marcos Neto, diretor de Políticas e Apoio a Programas, também apresentou os resultados do Relatório Anual de 2025.

Desde 2022, o Pnud direcionou 75% de suas despesas para ações voltadas à igualdade de gênero, superando 83% dos requisitos estabelecidos pelo plano global UN-Swap 3.0. Nesse período, 155 milhões de mulheres conquistaram acesso a serviços financeiros e 182 milhões a serviços públicos básicos, segundo os números divulgados pela instituição.

As reformas promovidas pelo programa impactaram 117 órgãos públicos e resultaram na capacitação de 330 mil servidores civis. Essas medidas fortaleceram políticas locais e aprimoraram a oferta de serviços à população, segundo o Pnud. Marcos Neto destacou que tais avanços refletem o compromisso estrutural com a agenda de gênero no desenvolvimento global.

A nova estratégia, construída com a participação de 3,5 mil pessoas e representantes de 152 escritórios nacionais, define as linhas de ação até 2029. O plano trata a igualdade de gênero como centro das políticas econômicas, climáticas e institucionais, com foco em temas como política fiscal, processos eleitorais, ação climática, biodiversidade e pacificação.

Uma das principais novidades é a preocupação com os desafios digitais. O avanço da inteligência artificial e a violência online, segundo o Pnud, ampliam desigualdades já existentes. Para enfrentar esses riscos, a instituição pretende integrar agendas e priorizar cooperação com entidades como a ONU Mulheres, buscando promover uma transição justa nos países parceiros.

Internamente, o Pnud se compromete a consolidar uma cultura organizacional baseada em respeito, inclusão e dignidade, diversificar seu financiamento e atuar de modo integrado entre equipes e portfólios. Marcos Neto afirmou que “a igualdade de gênero não deve ser vista como pauta paralela, mas como condição essencial para tornar o desenvolvimento global mais eficaz”.