Da redação
O imigrante Edwin Jovanny Lopez Cornejo, de El Salvador, morreu sob custódia do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês), segundo autoridades de Nova Jersey. Cornejo estava detido no Delaney Hall, maior centro de detenção de imigrantes da Costa Leste dos EUA, após ser apreendido por agentes do ICE a caminho do trabalho. As circunstâncias da morte não foram detalhadas pelas autoridades, que informaram apenas o falecimento sob custódia.
De acordo com dados oficiais, esta foi a 23ª morte de imigrante sob custódia do ICE neste ano. Desde o início da atual administração Trump, já foram registradas 56 mortes, números superiores em relação a anos anteriores, quando houve 11 registros em 2024, sete em 2023, três em 2022 e cinco em 2021. As causas e consequências das mortes seguem sendo alvo de protestos e reivindicações de investigações.
A mãe de Edwin, María, relatou que o filho vivia há duas décadas nos Estados Unidos, sofria de diabetes e precisava de medicamentos contínuos, mas não tinha certeza se ele vinha mantendo o tratamento durante a detenção. Edwin, segundo a família, ainda não havia recebido permissão para visitas e deixa uma filha de 12 anos. “Ainda que isso não devolva meu filho, não quero que outros passem pelo que estou passando”, afirmou María em entrevista.
O Delaney Hall, administrado pela empresa privada GEO Group sob contrato com o ICE e localizado em Newark, tem sido alvo de denúncias por supostas condições insalubres. No local, também morreu, em dezembro, o imigrante haitiano Jean Wilson Brutus, 41. Autoridades como o prefeito de Newark, Ras Baraka, e a governadora de Nova Jersey, Mikie Sherrill, pedem inspeção e supervisão local, com críticas à restrição de acesso a delegações. Segundo a rede CBS, em junho, cerca de 46 mil imigrantes estavam sob custódia do ICE nos EUA.





