Da redação
Os advogados do ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), classificaram nesta sexta-feira, 6, como “inaceitável retrocesso civilizacional” qualquer tentativa de julgamento público antes da abertura formal de uma investigação. A declaração faz referência à acusação de importunação sexual atribuída ao magistrado.
Na última semana, o Pleno do STJ instaurou uma sindicância para apurar uma denúncia de assédio sexual contra Marco Buzzi. A defesa do ministro ressalta que só após a instauração formal do procedimento é possível a apuração adequada dos fatos.
Segundo os advogados, antecipar qualquer juízo sem investigação representa violação de um princípio básico do direito à presunção de inocência. Eles afirmam que o devido processo legal deve ser respeitado.
Os representantes de Buzzi reforçaram a necessidade de cautela e responsabilidade, sobretudo em casos que envolvem a honra e a trajetória do magistrado. Ressaltaram, ainda, a importância de se evitar prejulgamentos que possam comprometer o andamento de investigações isentas.
Até o momento, não foram divulgadas informações adicionais sobre o teor da denúncia ou detalhes sobre o andamento da sindicância no STJ.





