Da redação
Pelo menos 14 recém-nascidos morreram em um incêndio no Instituto de Ciências Médicas do Paquistão, hospital público localizado em Islamabad, conforme informou o primeiro-ministro Shehbaz Sharif. O fogo atingiu a ala materno-infantil do terceiro andar, onde estavam 16 bebês, dos quais apenas um foi resgatado com vida, de acordo com a emissora Geo TV. O ministro da Saúde, Mustafa Kamal, atribuiu a tragédia a uma explosão em um aparelho de ar-condicionado, agravada pela grande presença de oxigênio no local.
Segundo relatos colhidos pela reportagem, a ala foi isolada e testemunhas disseram que o prédio não possuía saídas adequadas nem sistema de segurança contra incêndio. Mudasir, que perdeu o filho no incidente, afirmou que “todas as portas estavam fechadas; apenas uma estava aberta para que pudéssemos visitar nossos filhos”. Kamal negou a ausência de funcionários ou médicos no momento do incêndio.
O gabinete do primeiro-ministro anunciou a suspensão do secretário de Saúde após o episódio e determinou a abertura de investigação. Imagens de televisão mostraram a ala destruída e tomada pela fumaça, com mulheres do lado de fora do hospital manifestando dor pela perda dos filhos. Javeria, outra mãe atingida, afirmou que “não havia médico, nem enfermeira” quando o fogo começou e questionou as explicações das autoridades: “Não é a vontade de Deus, eu não aceito isso”.
Nos últimos anos, incêndios em hospitais públicos têm provocado críticas frequentes à gestão das unidades de saúde no Paquistão. O Instituto de Ciências Médicas é um dos principais hospitais estatais de Islamabad, cidade com cerca de 1,1 milhão de habitantes, e recentemente foi utilizado para atendimento ao ex-primeiro-ministro Imran Khan.



