Da redação
O presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Gianni Infantino, não concedeu a habitual entrevista coletiva de encerramento da Copa do Mundo. Ele deixou de atender os jornalistas no evento prévio à final entre Argentina e Espanha, agendada para ocorrer no MetLife Stadium, em Nova York.
Em vez disso, Infantino se reuniu com Donald Trump na Trump Tower, onde discursou ao lado do ex-presidente dos Estados Unidos. Em sua fala, que durou quatro minutos de um total de 22, Infantino afirmou: “O senhor não precisa que as pessoas o elogiem, senhor presidente, mas esta Copa do Mundo não teria sido um sucesso tão incrível sem o senhor”. Trump falou durante 18 minutos e confirmou presença na final, segundo a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.
Infantino voltou a elogiar a competição, classificando-a como “a maior Copa do Mundo de todos os tempos”. Segundo ele, o evento alcançou números inéditos e “uniu o mundo”, destacando a importância do apoio norte-americano. O dirigente tem sido questionado por suposta interferência política dos Estados Unidos, como no episódio em que Trump pediu à Fifa a suspensão do atacante Falorin Balogun, da seleção norte-americana.
A Fifa mantém, desde o ano passado, um escritório de representação no 17º andar da Trump Tower, em Manhattan. O local serve para reuniões com dirigentes e autoridades. Paralelamente, um evento para fãs — o Fanatics Fest — foi realizado em Manhattan, com presença de atletas como Lionel Messi, Novak Djokovic, Tom Brady e Kevin Durant, e entrevistas de integrantes das seleções finalistas.




