Início Política Inflação elevada e riscos climáticos desafiam presidente da República em 2027

Inflação elevada e riscos climáticos desafiam presidente da República em 2027


Da redação

A inflação deve seguir como desafio de curto prazo, segundo análises do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de setembro, que apontam reaceleração do indicador. Rafael Cardoso, economista-chefe do banco Daycoval, projeta alta de 0,72%, impulsionada pelo fim dos descontos temporários na conta de energia elétrica, aumento nos preços das passagens aéreas e encarecimento dos alimentos.

Caso essa previsão se confirme, a taxa anual alcançará o teto da meta, em 4,5%. Para o acumulado do ano, Cardoso prevê alta de 5% do IPCA. Segundo ele, a possibilidade de eventos climáticos desfavoráveis, decorrentes do El Niño no segundo semestre, exige cautela dos agentes econômicos em relação ao comportamento dos preços.

Os economistas Basiliki Litvac e Alexandre Maluf, da XP, elevaram a estimativa de inflação para 2026 de 5% para 5,1%. Para o próximo ano, a expectativa subiu de 4,2% para 4,4%, com riscos de novas revisões para cima. Litvac e Maluf alertam que a intensidade e a duração do El Niño podem impactar a oferta de alimentos por período prolongado.

As condições hidrológicas mais desfavoráveis podem levar ao acionamento de bandeiras tarifárias, com custos extras ao consumidor. Litvac e Maluf afirmam que “o prolongamento dos conflitos no Oriente Médio e entre Rússia e Ucrânia, com instabilidade nos fluxos de transporte de petróleo e prejuízos à infraestrutura de refino, pode elevar ainda mais os diferenciais entre as cotações internacionais e os preços domésticos de combustíveis”.