Da redação
Cinco integrantes do comitê executivo do grupo de trabalho instituído pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para analisar a remuneração no Poder Judiciário receberam, juntos, 8,3 milhões de reais em 2025. Os dados são do Painel de Remuneração dos Magistrados, segundo levantamento realizado nesta semana.
O grupo de trabalho foi criado pelo CNJ com o objetivo de estudar mecanismos relacionados à remuneração dos magistrados em todo o país. A atuação desses cinco integrantes, todos magistrados, ocorreu no âmbito nacional ao longo do ano de 2025.
De acordo com os registros oficiais, a soma dos valores recebidos inclui salários, benefícios e auxílios previstos em lei. Entre os magistrados citados, está o desembargador Francisco José Rodrigues, cujo nome aparece no levantamento. Os demais nomes não foram detalhados nas informações consultadas.
O total de 8,3 milhões de reais pagos ao grupo demonstrou o impacto financeiro dos chamados “penduricalhos”. Esses adicionais são frequentemente discutidos em fóruns sobre a transparência e sobre a estrutura de benefícios concedidos à magistratura nacional, sendo alvo recorrente de debates públicos.
A criação do grupo pelo CNJ ocorreu para avaliar e eventualmente propor mudanças nos critérios de remuneração, visando maior transparência e padronização, conforme divulgado pelo próprio conselho. Os valores levantados para 2025 reforçaram questionamentos sobre a adequação do atual modelo de pagamento de benefícios aos magistrados.
O Painel de Remuneração dos Magistrados, plataforma de divulgação de dados salariais dos integrantes do Judiciário, reúne informações atualizadas sobre salários e benefícios. O painel foi utilizado como base para o levantamento recente, que motivou novas discussões sobre limites e regras referentes a pagamentos acessórios dentro do Poder Judiciário.





