Da redação
A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) completa 30 anos neste 17 de julho, reunindo nove Estados-membros e mais de 30 nações observadoras e associadas em quatro continentes. O bloco é presidido por Timor-Leste em mandato rotativo e tem a angolana Maria de Fátima Jardim como secretária-executiva.
Segundo Sérgio Danese, embaixador do Brasil junto às Nações Unidas, a formação da CPLP partiu da percepção de identidade comum após a independência dos países africanos de língua portuguesa e contou com iniciativa do então presidente José Sarney, em encontro realizado em São Luís, Maranhão, em 1989. O objetivo inicial foi valorizar o idioma, que passou a ser língua oficial de um maior número de países nas Nações Unidas.
Na mesma ocasião, foi criado o Instituto Internacional da Língua Portuguesa, com sede em Cabo Verde, responsável por políticas linguísticas e iniciativas de promoção da língua. Entre os pilares da CPLP estão a difusão do idioma, a concertação político-diplomática e a cooperação multilateral, aspectos que, conforme Danese, geram reconhecimento e atraem interesse global pela língua portuguesa e pelos mercados dos países do bloco.
De acordo com Danese, a comunidade tornou-se referência para sociedades civis lusófonas, que enxergam na língua uma oportunidade de integração internacional e participação em organizações e negócios. O embaixador também destacou o papel das diásporas de países de língua portuguesa em nações como os Estados Unidos, ressaltando que as celebrações dos 30 anos da CPLP incluem eventos nos Estados-membros e encontro de ministros em Díli, capital do Timor-Leste.




