Início Política Interino do Rioprevidência já respondeu por prejuízo ao lado de presidente exonerado

Interino do Rioprevidência já respondeu por prejuízo ao lado de presidente exonerado


Da redação

Alcione Soares Menezes Filho, novo presidente interino do Rioprevidência, já foi réu em uma ação judicial ao lado de Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do órgão. Antunes foi exonerado pelo governador Cláudio Castro na sexta-feira, dia 23, após ser alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga aplicações de cerca de R$ 970 milhões do Rioprevidência no Banco Master.

A ação contra Soares e Antunes foi movida em 2020 pela Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social (Refer), fundo de previdência complementar dos ferroviários, que atribui aos ex-diretores prejuízos decorrentes de decisões de investimento tomadas quando integravam a diretoria da entidade. O processo ainda não foi concluído na Justiça.

Em consequência do processo, Alcione Soares foi exonerado da Refer em 2021 por decisão do conselho deliberativo. Entretanto, três anos depois, o próprio Deivis Antunes o nomeou para a Diretoria de Administração e Finanças do Rioprevidência.

De acordo com o regimento do Rioprevidência, Soares assumiu automaticamente o comando interino da autarquia após a saída de Antunes. A Diretoria de Finanças, que Soares ocupava, é justamente a responsável por analisar e deliberar sobre os investimentos, incluindo a aplicação no Banco Master, alvo da investigação.

A gestão de Soares na diretoria também foi alvo de críticas internas, especialmente pela nomeação de seu filho para cargos no órgão. Inicialmente, o filho de Soares atuou no Comitê de Investimentos e, posteriormente, ocupou cargos comissionados na estrutura da diretoria.