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Investigação da PF sobre bagagens sem fiscalização em voo com parlamentares chega ao STF após suspeitas em aeroporto de São Paulo

Por Alex Blau Blau

Apuração envolve possível falha em controle aduaneiro e segue para análise da Procuradoria Geral da República e do Supremo Tribunal Federal

A investigação conduzida pela Polícia Federal passou a analisar a entrada de bagagens sem fiscalização em um voo particular que desembarcou no Aeroporto Executivo Internacional São Paulo Catarina, em São Roque, no interior paulista. O caso ganhou repercussão por envolver a presença de figuras políticas conhecidas e agora está sob avaliação do Supremo Tribunal Federal.

De acordo com o relatório, o voo retornava de uma viagem internacional partindo da região do Caribe e tinha entre os passageiros o presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta, o senador Ciro Nogueira e o empresário Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandin OIG, proprietário da aeronave.

A apuração descreve que, no momento do desembarque, um auditor fiscal teria autorizado a passagem de volumes que não foram submetidos ao equipamento de raio X. Segundo o relatório, o piloto responsável pelo voo teria retornado ao ponto de fiscalização com mais bagagens do que havia apresentado inicialmente, e esses itens adicionais não teriam passado por inspeção.

As imagens analisadas indicariam a movimentação de diferentes volumes, como malas, mochilas e sacolas, sendo que parte deles teria sido inspecionada anteriormente, enquanto outros teriam sido introduzidos posteriormente sem o mesmo procedimento de controle.

A Polícia Federal apura a possível ocorrência de crimes como prevaricação e facilitação de contrabando ou descaminho, a depender da confirmação dos fatos e da origem das bagagens.

Por envolver parlamentares com prerrogativa de foro, o material foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, que passou a concentrar a análise inicial do caso. O ministro Alexandre de Moraes solicitou manifestação da Procuradoria Geral da República antes de qualquer decisão sobre a abertura de investigação formal contra os envolvidos.

A Procuradoria deverá avaliar se há elementos suficientes para aprofundar o caso, se serão necessárias novas diligências ou se a apuração deve retornar à primeira instância, caso não sejam encontrados indícios consistentes envolvendo autoridades com foro privilegiado.

Até o momento, o relatório policial aponta que não é possível atribuir a posse dos volumes a uma pessoa específica ou confirmar eventual participação direta de autoridades nos fatos investigados. O caso segue em análise pelas autoridades competentes.