Da redação
O presidente do Irã, Masud Pezeshkian, alertou nesta terça-feira (27) que as “ameaças” dos Estados Unidos só trarão instabilidade à região. A declaração ocorreu após Washington mobilizar o porta-aviões USS Abraham Lincoln para o Oriente Médio, intensificando a pressão sobre Teerã em meio à forte repressão contra protestos no país.
Os protestos começaram no fim de dezembro devido à crise econômica e se transformaram em um movimento generalizado contra o regime islâmico, estabelecido desde 1979. Organizações de direitos humanos estimam que milhares de manifestantes morreram devido à repressão. Até o momento, a ONG HRANA confirmou 6.126 mortes e investiga outros 17.091 casos suspeitos, além de relatar ao menos 41.880 detenções.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou ao portal Axios que “temos uma grande marinha ao lado do Irã. Maior do que a da Venezuela”. Trump também afirmou que autoridades iranianas buscaram contato para negociar, mas se recusou a comentar as opções de ação discutidas com sua equipe de segurança nacional, que incluiriam ataques a instalações militares ou ao sistema clerical iraniano.
Segundo o The New York Times, relatórios de inteligência indicam que o regime iraniano está em sua posição mais fraca desde a Revolução Islâmica de 1979. O senador Lindsey Graham declarou que o objetivo dos EUA é “acabar com o regime”. Já o jornal conservador iraniano Javan divulgou que o país estaria pronto para fechar o estratégico estreito de Ormuz se atacado.
A repressão às manifestações inclui bloqueio total e intermitente da internet, dificultando a apuração de vítimas. A ONG Netblocks enfatizou que o acesso à rede continua “fortemente filtrado”, enquanto grupos de direitos humanos denunciam prisões em massa e intimidação por parte das autoridades iranianas.





