Início Mundo Irã avalia nova proposta dos EUA enquanto Trump indica negociações em fase...

Irã avalia nova proposta dos EUA enquanto Trump indica negociações em fase final

- Publicidade -


Da redação

O governo do Irã confirmou nesta quarta-feira, 20, que analisa uma nova proposta dos Estados Unidos, entregue por meio do Paquistão, após o presidente americano, Donald Trump, afirmar que as negociações entre os dois países encontram-se nas “etapas finais”. O diálogo visa encerrar o conflito iniciado em 28 de fevereiro.

Em Teerã, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, declarou que recebeu oficialmente as propostas americanas durante a visita do ministro paquistanês Mohsin Naqvi, mediador do processo. Baqaei afirmou que há “grande desconfiança” em relação a Washington, reiterando exigências como o desbloqueio de ativos iranianos e o fim do bloqueio a portos.

Enquanto as negociações ocorrem, Donald Trump reforçou que os Estados Unidos estão próximos de um acordo, mas alertou: “Teremos um acordo ou vamos fazer algumas coisas que são um pouco desagradáveis. Mas, com sorte, isto não ocorrerá”. Ele destacou não ter pressa, mas ressaltou o desejo por menos vítimas.

O principal negociador do Irã e presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que o país prepara “resposta contundente” caso haja novos ataques americanos. A Guarda Revolucionária alertou que uma agressão pode ampliar a guerra para além da região. O príncipe Faisal bin Farhan, chanceler da Arábia Saudita, elogiou Trump por apostar na diplomacia e aconselhou o Irã a evitar escalada.

Com a aproximação das eleições americanas e a alta dos custos de energia, Trump sofre pressão interna. Apesar do cessar-fogo vigente desde 8 de abril, o estratégico Estreito de Ormuz permanece fechado, aumentando temores sobre a economia mundial, uma vez que a rota é vital para exportação de petróleo, GNL e fertilizantes.

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura alertou nesta quarta-feira para possível crise global de preços de alimentos e uma “crise agroalimentar sistêmica”, devido ao bloqueio do estreito. Estima-se que um terço dos fertilizantes e um quinto do petróleo mundial transitam por essa região, agravando o cenário de insegurança alimentar e energética.