Da redação
Israel tem pressionado os Estados Unidos para evitar o desbloqueio de ativos iranianos no contexto das negociações de um possível cessar-fogo entre Washington e Teerã, conforme apurado. A situação ocorre em meio à expectativa pela formalização de um memorando de entendimento para encerrar o conflito iniciado neste ano.
Fontes relataram que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, mantém contatos frequentes com o presidente americano, Donald Trump, incluindo uma ligação realizada na noite de quinta-feira, 11. O telefonema ocorreu após Trump afirmar que países do Oriente Médio apoiam o entendimento em discussão com o Irã.
Em comunicado divulgado na quinta-feira, o gabinete de Netanyahu informou que Trump reafirmou seu compromisso de exigir, em um eventual acordo, a remoção do material enriquecido do Irã, o desmantelamento da infraestrutura nuclear iraniana, limitações sobre a produção de mísseis e o fim do apoio militar iraniano a grupos aliados na região.
Embora Israel não participe diretamente das negociações, Netanyahu expressou apoio aos objetivos mencionados. Em novo comunicado nesta sexta-feira, 12, o premiê endureceu o tom ao afirmar que, enquanto permanecer no cargo, o Irã não obterá armas nucleares, acrescentando: “O presidente Trump e eu estamos em total acordo sobre essa questão”.
Conforme apurado, autoridades israelenses mantêm postura cética em relação às intenções do Irã. Elas avaliam que, mesmo com a assinatura de um memorando de entendimento, não há garantia de um acordo final entre as partes. Segundo informações, o anúncio de Trump sobre a proximidade do entendimento surpreendeu Netanyahu, que estava reunido com sua equipe de segurança quando soube da declaração americana.
O início das negociações e a pressão diplomática ocorrem em meio ao conflito iniciado em 2023, ampliando as discussões sobre segurança regional no Oriente Médio. As discussões entre EUA e Irã continuam a ser monitoradas atentamente por governos da região e pela comunidade internacional.





