Da redação do Conectado ao Poder
Ato na Avenida Paulista reuniu mais de 37 mil pessoas e teve participação de políticos aliados do ex-presidente, que está impedido de comparecer a eventos públicos por decisão do STF

Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro realizaram manifestações em diversas capitais e cidades do interior no último domingo (3), em defesa da anistia para os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Em São Paulo, a concentração ocorreu na Avenida Paulista e contou com a presença de 37,6 mil pessoas, segundo levantamento feito com o uso de drones por instituições parceiras do Cebrap. A mobilização foi liderada pelo pastor Silas Malafaia e teve forte presença de bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos, além de faixas com críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Impedido de participar presencialmente por restrições judiciais, Bolsonaro foi representado por aliados como o prefeito Ricardo Nunes (MDB), que esteve no evento da capital paulista. No Rio de Janeiro, o senador Flávio Bolsonaro levou o pai ao telefone no viva-voz para conversar brevemente com o público reunido em Copacabana. Já em Salvador, o protesto ocorreu na Barra, com discursos em um trio elétrico e pedidos de apoio ao ex-presidente norte-americano Donald Trump.
Além das principais capitais, os atos se espalharam por cidades como Fortaleza, Recife, Manaus, Vitória, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre e Campo Grande. Em comum, os manifestantes vestiam verde e amarelo, entoavam gritos de “fora Lula” e empunhavam cartazes exigindo o fim das punições aos envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes. Bandeiras de Israel e do extinto Império do Brasil também foram vistas em algumas localidades.
Em Belém, Michelle Bolsonaro participou do ato ao lado de deputados federais e vereadores do Partido Liberal. Em outras regiões, como Aracaju, Florianópolis e cidades do interior paulista, as manifestações tiveram formatos variados, com motociatas, passeatas e orações. Mesmo sem a presença de Jair Bolsonaro, os atos reforçaram o apoio de sua base política e serviram como demonstração de força diante das limitações impostas pelo Judiciário.






