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João Paulo Teixeira da Silva é condenado a 29 anos por homicídio no Guará

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Da redação

João Paulo Teixeira da Silva foi condenado nesta quinta-feira (14), na Vara Criminal e do Tribunal do Júri do Guará, a 29 anos, 11 meses e 23 dias de prisão em regime fechado pelo assassinato de Thalita Marques Berquó Ramos, de 36 anos, crime registrado em janeiro de 2025 no Guará II, Distrito Federal.

O réu foi considerado culpado por homicídio triplamente qualificado, destruição e ocultação de cadáver e corrupção de menores. Dois adolescentes também respondem pelo caso, sendo acusados de ato infracional análogo a homicídio. Segundo as investigações, Thalita foi morta com golpes de faca, pedras e pedaços de madeira.

O processo indica que o crime ocorreu entre os dias 13 e 14 de janeiro de 2025, em uma área de mata próxima ao 4º Batalhão da Polícia Militar. O laudo pericial determinou como causa da morte o traumatismo craniano decorrente de ação contundente, confirmando a violência empregada no assassinato.

O júri acolheu as três qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público: motivo fútil, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. A condenação incluiu ainda corrupção de menores, com aumento de pena pelo crime ser considerado hediondo. As decisões foram estabelecidas pelo magistrado responsável pelo julgamento.

Na sentença, o juiz ressaltou que João Paulo praticou o crime durante livramento condicional, destacando antecedentes como condenações por furto qualificado e roubo, além de reincidência. Em sua decisão, afirmou que o réu demonstra “manifesta periculosidade”. O caso ganhou destaque após partes do corpo de Thalita serem encontradas em diferentes regiões do Distrito Federal.

A identidade de Thalita foi confirmada em fevereiro por exames antropológicos e genéticos. Os restos mortais da vítima foram cremados a pedido da família após a conclusão da perícia. Segundo a Polícia Civil, o crime teria relação com desentendimento envolvendo drogas comercializadas pelos envolvidos.