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Inteligência Artificial é usada para combater desinformação em eleições na América Latina

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Da redação

A inteligência artificial vem sendo incorporada em processos eleitorais de países latino-americanos, como Brasil, México, Chile e Panamá, para automatizar tarefas como combate à desinformação, fiscalização de contas e triagem de processos judiciais, segundo relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, que defende princípios de transparência no uso dessas tecnologias.

Segundo o estudo, o Supremo Tribunal Federal do Brasil utiliza sistemas de inteligência artificial para analisar grandes volumes de recursos e automatizar a triagem preliminar de casos judiciais. No México, o Instituto Nacional Eleitoral exige revisão humana em decisões tomadas por algoritmos, medida que, conforme Norma de la Cruz, da organização, visa garantir transparência e preservar direitos humanos e controle democrático.

No Panamá, o Tribunal Eleitoral adota ferramentas digitais para monitorar redes sociais e combater campanhas de desinformação e difamação. O Chile, desde 2020, emprega sistemas para detectar ameaças institucionais. A presidente do Serviço Eleitoral chileno, Pamela Figueroa, afirmou que mulheres candidatas são desproporcionalmente afetadas pela violência política digital, de acordo com resultados internos.

O relatório ressalta desafios estruturais para aplicação da inteligência artificial na região, incluindo limitações de orçamento, carência de profissionais e possíveis vieses em soluções estrangeiras. O Pnud recomenda avaliações criteriosas sobre a necessidade do uso de IA, defesa de testes rigorosos, equipes multidisciplinares, adoção de códigos abertos e proteção de dados, alertando para riscos de exclusão e prejuízo à credibilidade caso tarefas sensíveis sejam totalmente automatizadas.