Juiz do DF adia interrogatórios de Cunha e de outros réus em ação sobre FI-FGTS

O juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal em Brasília, decidiu nesta quarta-feira (20) adiar para o próximo dia 9 de outubro os interrogatórios dos ex-deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e de Lúcio Funaro, apontado como operador de propinas do PMDB.

Os três estão presos e prestariam depoimento nesta sexta (22).

Também foram adiados, para 4 de outubro, os interrogatórios do ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal Fábio Cleto e do empresário Alexandre Margotto. Os depoimentos dos dois estavam marcados para esta quarta.

Todos eles são réus em uma ação penal que investiga desvios de recursos do Fundo de Investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS).

Delação de Funaro

Ao decidir pelo adiamento, Vallisney de Souza atendeu a um pedido do advogado de Henrique Alves, Marcelo Leal.

O responsável pela defesa do ex-ministro do Turismo argumentou que os advogados não tiveram acesso ao conteúdo da delação de Lúcio Funaro, homologada no âmbito da Operação Lava Jato no último dia 5 de setembro.

Henrique Alves, Cunha e Fábio Cleto estão entre os alvos da delação de Funaro, assim como o presidente Michel Temer.

Lúcio Funaro é apontado pela Operação Lava Jato como operador de propinas para políticos do PMDB. A delação dele foi usada pela Procuradoria Geral da República ao oferecer a nova denúncia contra Temer.

As suspeitas

Em outubro do ano passado, o juiz Vallisney aceitou a denúncia do Ministério Público contra Cunha, Alves, Funaro, Cleto e Margotto.

Pesam suspeitas de cobrança e recebimento de propina em empréstimos do FI-FGTS, administrado pela Caixa.

Na delação premiada, Fábio Cleto narrou irregularidades que teriam ocorrido entre 2011 e 2015. Nesse período, Cunha teria ficado com 80% da propina desviada do fundo; Funaro, com 12%; Cleto, com 4%; e Margotto, também com 4%.

Transferência de Cunha

Presto desde outubro de 2016, Cunha foi transferido na semana passada para Brasília para prestar depoimento.

Como o interrogatório foi adiado, o advogado de Cunha, Délio Lins e Silva, disse esperar que o peemedebista permaneça em Brasília até prestar o depoimento. Segundo ele, Vallisney ficou de consultar o juiz Sérgio Moro sobre o assunto.

Fonte: G1

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

*

code