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Julián Fuks: A curiosidade humana mira o desconhecido e desbrava o lado oculto da Lua


Da redação

Pela primeira vez, a humanidade pôde observar o lado oculto da Lua em uma fotografia divulgada recentemente. A imagem, entre milhares que circulam diariamente, revelou o reverso da superfície lunar, até então invisível para o público. Apesar de não trazer surpresas — sem dragões, seres escondidos ou manchas improváveis —, a foto mostra a desolação característica desse lado, marcada por uma imensidão de crateras e por uma cor indefinível.

A superfície lunar fotografada apresenta um cenário desértico, um vazio cósmico que, segundo observadores, fascina mesmo na ausência de grandes descobertas. O registro foi comparado à “Lua flicts”, como previa Ziraldo, destacando-se por sua aparência única e inconfundível em relação a tudo que se conhece na Terra.

Diante dessa conquista, surge o questionamento sobre o significado do feito. As possíveis interpretações – científicas, astronômicas, econômicas ou geopolíticas – convivem com o silêncio dos poetas, que diante da novidade, parecem cautelosos sobre encontrar algo novo a dizer sobre a Lua, como já temera Gilberto Gil há cinquenta anos.

Embora completamente contemplada e fotografada, a Lua continua sendo fonte de fascínio e inspiração. Mesmo exposta, ela permanece um acontecimento silencioso no tempo e no espaço, indicando que ainda há poesia a ser dita sobre o satélite natural da Terra.

O episódio destaca que, apesar dos avanços científicos que permitem deduzir e inferir fatos sem a necessidade do olhar direto, nada substitui a intensidade de um vislumbre. É através dos olhos que o ser humano ainda se comove, reforçando que ver continua sendo uma das experiências mais marcantes do conhecimento humano.