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Justiça absolve metade dos PMs denunciados nas operações Escudo e Verão em SP


Da redação

Oito dos 16 policiais militares denunciados por ocorrências nas operações Escudo e Verão na Baixada Santista já foram absolvidos sumariamente pela Justiça de São Paulo, ao menos em primeira instância, conforme informações do Ministério Público. As operações, consideradas as mais letais da Polícia Militar paulista desde o massacre do Carandiru, deixaram 84 mortos.

Segundo o Ministério Público de São Paulo, policiais absolvidos já são maioria entre os réus por homicídio doloso nesses episódios. Dos sete casos de homicídio doloso denunciados, quatro foram rejeitados antes do júri e um foi reclassificado para homicídio culposo, o que exclui julgamento pelo tribunal do júri. Uma denúncia levou dois policiais a julgamento pela morte de Rogério Andrade de Jesus, morto dentro de casa em Guarujá.

Entre os casos que resultaram em absolvição sumária, destaca-se a morte de Allan de Moraes Santos, ocorrida em Santos. O Tribunal de Justiça de São Paulo anulou a decisão que enviaria dois policiais a júri, pois, segundo o relator Edilson Brandão, não havia “qualquer indício ou elemento consistente que pudesse indicar ação deliberada dos réus, com intenção homicida, muito menos alteração da cena”. Outros casos de absolvição envolveram as mortes de Wellington Gomes da Silva, Jefferson Junio Ramos Diogo e Fábio Oliveira Ferreira, todas sem decisão favorável pela realização do júri.

Dois casos ainda estão sob análise da Justiça, podendo levar mais policiais a júri popular. Um deles envolve as mortes de Hilderbrando Simão Neto, de 24 anos, e Davi Gonçalves Junior, de 20 anos, em São Vicente, e o outro refere-se ao ataque contra o motoboy Evandro Alves da Silva. Segundo denúncia, Hilderbrando teria sido morto após ser confundido com o suspeito do assassinato de um policial e Davi, por ter presenciado a ação.