Da redação
A Justiça de Limeira, interior de São Paulo, converteu neste domingo (14) em preventiva a prisão de três homens detidos no sábado (13) após a morte de Maria Eduarda Rodrigues Freitas, de 21 anos. O caso ocorreu durante atividade de rope jump na ponte do Esqueleto, região limítrofe a Cordeirópolis.
De acordo com a polícia, os três homens, de 27, 32 e 42 anos, foram presos em flagrante por homicídio com dolo eventual. O boletim de ocorrência aponta falhas na fixação dos equipamentos de segurança no momento do salto, o que resultou na queda da vítima. O óbito foi confirmado pelo Samu.
A audiência de custódia aconteceu por videoconferência na manhã de domingo e determinou que eles seguirão respondendo ao processo presos. A polícia não divulgou os nomes dos suspeitos. Seis pessoas foram levadas à delegacia para prestar esclarecimentos, das quais três permaneceram detidas.
Imagens compartilhadas nas redes sociais sugerem que Maria Eduarda foi arremessada sem estar presa a qualquer tipo de corda durante a prática do rope jump. Segundo a Secretaria da Segurança Pública, as investigações seguem para apurar as circunstâncias e eventuais responsabilidades pelo ocorrido.
O governo federal informou que a empresa responsável pela atividade não tinha autorização para realizá-la. A ponte do Esqueleto é conhecida por sediar saltos e tem histórico de outros acidentes, incluindo duas pessoas feridas em 2023. No início de 2024, o acesso ao local foi bloqueado após uma morte, mas as atividades foram retomadas.
Maria Eduarda foi sepultada neste domingo em Jandira, na Grande São Paulo. A prefeitura de Limeira publicou nota manifestando pesar e prometeu colaboração com as investigações. A academia Panobianco Silverstone, onde Maria Eduarda trabalhava, também lamentou seu falecimento e prestou solidariedade à família.





