Da redação
A Justiça de São Paulo adiou o interrogatório do tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, 53, réu por feminicídio e fraude processual na morte da soldado da PM Gisele Alves Santana, 32. O depoimento, que encerraria a fase de instrução do processo, foi remarcado para 28 de agosto após a defesa solicitar a complementação de um laudo pericial do Instituto de Criminalística.
A decisão foi tomada na 5ª Vara do Júri da Capital, após quatro dias de audiências em que foram ouvidas 30 testemunhas, entre familiares de Gisele, policiais e peritos que participaram da investigação. A defesa afirmou que a perita responsável pelo laudo não respondeu a todos os questionamentos feitos pelo assistente técnico dos advogados durante a audiência.
Com o adiamento, o interrogatório do acusado será o último ato da instrução antes das alegações finais das partes e da definição judicial sobre a pronúncia do réu, fase em que a Justiça decide se ele será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri. Segundo o Ministério Público, Geraldo Leite Rosa Neto matou Gisele no apartamento do casal, na região central da capital, e alterou a cena do crime para simular suicídio.
A morte de Gisele ocorreu em fevereiro. O caso foi inicialmente apresentado como suicídio, mas investigações da Polícia Civil e da Polícia Científica identificaram inconsistências nessa versão. O oficial está preso preventivamente desde março e, paralelamente ao processo criminal, foi transferido para a reserva remunerada da corporação. A Polícia Militar instaurou procedimento administrativo para avaliar a eventual perda de patente, medida atrelada ao desfecho judicial e administrativo.




