Da redação
A Justiça de São Paulo revogou nesta segunda-feira, 15, a ordem de prisão contra o jornalista Luan Araújo. A decisão se refere a um episódio ocorrido na véspera do segundo turno das eleições de 2022, quando Araújo foi perseguido pela então deputada federal Carla Zambelli (PL) no bairro dos Jardins, em São Paulo.
Luan Araújo havia sido condenado pelo crime de difamação após publicar um texto crítico sobre os desdobramentos do episódio envolvendo Carla Zambelli. A condenação resultou em um mandado de prisão, que agora foi anulado pela Justiça paulista, conforme divulgado nesta segunda-feira.
O caso teve repercussão nacional devido ao contexto eleitoral, que elevou a tensão entre apoiadores e opositores de diferentes candidaturas. O episódio entre Araújo e Zambelli ocorreu no dia anterior ao segundo turno das eleições, tornando-se alvo de amplo debate nas redes sociais e na imprensa.
A decisão de revogar a ordem de prisão foi comunicada oficialmente pela Justiça de São Paulo, que não divulgou detalhes sobre os fundamentos para a reversão da medida. Procurada, Carla Zambelli ainda não se manifestou sobre a nova decisão judicial até o momento do fechamento desta reportagem.
Segundo relatos do processo, o texto publicado por Araújo era crítico em relação ao comportamento de Zambelli no episódio, o que motivou a condenação por difamação. Nos autos, Araújo negou ter cometido qualquer ato ilícito, defendendo-se das acusações apresentadas.
O episódio ocorreu no bairro dos Jardins, um dos mais movimentados de São Paulo, na véspera do segundo turno das eleições de 2022. Luan Araújo respondia ao processo em razão do texto publicado após o fato, situação que levou à ordem de prisão posteriormente revogada pela Justiça.





