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Justiça eleitoral proíbe pesquisas do Instituto Veritá em 13 estados e no DF


Da redação

O Instituto Veritá está proibido de divulgar pesquisas eleitorais em 13 estados e no Distrito Federal devido a irregularidades técnicas e indícios de fraude, conforme decisões de Tribunais Regionais Eleitorais. Em decisão recente, os TREs do Rio Grande do Norte e de Sergipe suspenderam a divulgação de sondagens do instituto para os cargos de governo e Senado, alegando que as amostras apresentadas não refletiam o perfil real do eleitorado.

Em Sergipe, por exemplo, o Veritá incluiu 31,1% de eleitores com ensino superior na amostra, enquanto dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua de 2025 apontam 19,2%, e o Tribunal Superior Eleitoral calcula 12,82%. No Rio Grande do Norte, a proporção chegou a 34%, frente a 13,73% registrados pelo TSE. No mesmo estado, a pesquisa indicou 25% de eleitores na faixa de maior renda, o dobro do observado em outros levantamentos. Por reincidir nessas práticas, o instituto recebeu multa de mais de R$ 58 mil no Rio Grande do Norte.

Além das distorções nos perfis socioeconômicos, decisões judiciais no Piauí, Amazonas e Pernambuco apontam falta de transparência sobre os procedimentos na geração e seleção de contatos telefônicos para as entrevistas. No Tocantins, o TRE considerou a ausência de clareza na fonte dos dados como um “vício substancial”, dificultando o controle externo. Em caso específico, a previsão de divulgação foi marcada antes do término da coleta das entrevistas.

Adriano Silvoni, proprietário do Veritá, afirmou que de mais de 200 registros, cerca de 50 foram impugnados e “mais de 70% revertidos”. Ele citou “entendimentos divergentes” dos tribunais e ressaltou o histórico de acertos do instituto em eleições anteriores, destacando previsões precisas em pleitos como 2018, 2022 e 2024.