Da redação
A Justiça Federal negou o pedido de Sari Corte Real para obter acesso integral ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e cursar medicina em uma faculdade particular localizada em Jaboatão dos Guararapes, conforme decisão do juiz Náiber Pontes de Almeida, da 1ª Vara Federal da 1ª Região. O magistrado rejeitou os argumentos da defesa sobre os critérios de seleção do programa.
Segundo informações do processo, Sari Corte Real foi aprovada no vestibular, mas teve o pedido de financiamento negado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação e pela Caixa Econômica Federal. As instituições alegam que ela não alcançou a média mínima exigida no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para a obtenção do crédito estudantil.
A defesa de Sari Corte Real sustentou que a média do Enem não deveria ser utilizada como requisito para a seleção de candidatos ao Fies e afirmou que a candidata cumpria os demais requisitos previstos pelo programa. O juiz, no entanto, não acatou as justificativas apresentadas. A decisão é de primeira instância e cabe recurso.
Sari Corte Real foi condenada em Pernambuco por abandono de incapaz com resultado morte após a queda de Miguel, filho de sua empregada doméstica, de um prédio no centro do Recife. O episódio ocorreu enquanto Sari cuidava do menino e a mãe dele passeava com o cachorro dos patrões. A pena estabelecida foi de oito anos e seis meses de prisão.




