Da redação
A Justiça do Rio de Janeiro revogou, nesta sexta-feira (6), a prisão preventiva da advogada e influenciadora argentina Agostina Páez, 29 anos, acusada de injúria racial contra funcionários de um bar em Ipanema, zona sul da capital. A decisão foi tomada pelo juízo da 37ª Vara Criminal, responsável por determinar a prisão horas antes.
Agostina foi detida em Vargem Pequena, zona sudoeste do Rio de Janeiro, e deixou a unidade prisional por volta das 20h, utilizando tornozeleira eletrônica. Segundo o Tribunal de Justiça do Rio, a ordem de prisão preventiva foi revogada, mas o processo segue em segredo de Justiça.
O advogado Ezequiel Roitman, que representa a argentina, afirmou que irá se manifestar nos autos e que sua cliente sempre colaborou com as autoridades. Roitman disse ainda que não houve tentativa de fuga ou de interferência nas investigações.
A prisão de Agostina foi decretada durante investigação da 11ª DP (Rocinha). Ela é acusada pelo Ministério Público de ofender três funcionários do bar na rua Vinícius de Moraes, em 14 de janeiro, usando expressões racistas, inclusive chamando um deles de “negro” de forma pejorativa e utilizando a palavra “mono” (“macaco”, em espanhol) para se referir a uma funcionária, além de gestos que simulavam o animal. Parte das agressões foi registrada em vídeo e integra o processo.
A defesa sustenta que os gestos eram brincadeiras entre amigas, mas a Promotoria rebate essa versão, destacando que uma delas tentou interromper as ofensas. Antes de ser presa, Agostina publicou um vídeo nas redes sociais dizendo estar com medo e classifica a decisão da Justiça como injusta, afirmando estar à disposição das autoridades desde o início do mês.





