Da redação
O Tribunal Superior do Cabo Norte, na África do Sul, rejeitou o recurso apresentado pelo governo contra a autorização para exportação de mais de 500 chifres de rinoceronte branco provenientes de reservas privadas, conforme informou Wicus Diedericks, proprietário de uma reserva de 13 mil hectares na província.
Segundo Diedericks, a decisão judicial valida “o direito de conservacionistas privados e criadores de financiarem seus custosos esforços de conservação”. Ele acrescentou que, de acordo com especialistas, a medida pode fornecer financiamento sustentável para reservas e apoiar comunidades rurais sul-africanas.
O Departamento do Meio Ambiente informou que o ministro recém-nomeado David Maynier está analisando a decisão e decidirá se irá recorrer. O órgão federal atua no contexto de uma disputa entre grupos que defendem a proibição absoluta e aqueles que apoiam o comércio legal de chifres de rinoceronte.
O comércio internacional desses chifres é proibido desde 1977 pela Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites). A África do Sul concentra a maior população mundial de rinocerontes, mas também é alvo constante de caça furtiva voltada ao mercado clandestino asiático.




